Lares Maternais

A PAHEF realizou uma doação ao Population Council para financiar um projeto que promove lares maternais na Guatemala que podem finalmente reduzir a mortalidade materna em populações vulneráveis. Na Guatemala morrem mais mulheres ao dar à luz que em outros países da América Latina e a maioria dessas mortes poderiam ser evitadas. Em áreas rurais e para mulheres indígenas, o índice de mortalidade é duas ou três vezes mais alto que para mulheres não indígenas.

Benefícios dos Lares Maternais

 

Nas áreas rurais da Guatemala, muitas mulheres começam o trabalho de parto e dão à luz em seus lares, atendidas por parteiras tradicionais. Como a distância até os hospitais mais próximos é longa, as mulheres com emergências obstétricas têm um alto risco de morrer enquanto é transportada ao hospital. Um lar maternal é uma instituição residencial localizada perto de um hospital, que oferece às mulheres grávidas com alto risco de sofrer complicações a possibilidade de esperar ali o nascimento. Uma vez que a mulher entra em trabalho de parto, é transportada ao hospital mais próximo.

Apesar de salvar vidas, só existem, no país, dois lares maternais após o fechamento de outros devido à falta de recursos financeiros e de pessoal, assim como um baixo nível de uso.

 

Objetivos do Projeto

maternitu waitingReunião em casa materna em Huehuetenango com mulheres, parturientes e líderes comunitários para compartir informação sobre os benefícios dos lares maternais.

Este projeto foi dirigido conjuntamente pela Dra. Marta Julia Ruiz, médica Guatemalteca e representante do país no Conselho da População na Guatemala e a  Dra. Marieke van Dijk, antropóloga médica do Escritório do Conselho do México. O projeto financiado pela PAHEF identificou e propôs estratégias para construir mais lares maternais, de melhor qualidade e mais aceitados culturalmente entre as mulheres indígenas e suas famílias.

Para coletar informação, os investigadores realizaram entrevistas em profundidade às mulheres que haviam estado em lares maternais ou estiveram atualmente em algum lar maternal, membros da família, pessoal da saúde e outros que tenham tido contato com mulheres grávidas.

Conclusões

 

Os dados obtidos pelos entrevistados revelaram que muitas mulheres não reconheciam as complicações até que já era muito tarde. Por outra lado, quando as mulheres tinham alguma complicação, não tinham condições de ir a um hospital porque:

• esposos ou sogras sentiam que era indecente um médico ver o corpo da mulher.

• o custo do transporte era alto.

• a distância da comunidade até o hospital era grande.

• a falta de um veículo em funcionamento para levar à mulher ao hospital.

Descobriram que havia muitas barreiras que impediam às mulheres de utilizar um lar maternal. O custo era algo fundamental já que as mulheres deviam pagar suas comidas e contribuir com doações financeiras voluntários. Além disso, o pessoal não falava a língua indígena e acompanhantes não eram permitidos, e o fato de que elas falavam apenas uma lingua as fazia sentir isoladas. Tradicionalmente, as mulheres na Guatemala dão à luz ajoelhadas. Uma vez que as mulheres eram transportadas desde o lar maternal até o hospital, os doutores faziam que as mulheres dessem à luz deitadas e isso eram estranho e incômodo para elas.

 

Resultados

 

Os pesquisadores informaram suas conclusões aos funcionários da saúde a nível nacional e através de aulas onde assistiam vários acionistas da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e outras ONGs. Durante as aulas, os participantes criavam estratégias para construir lares maternais e tornar o trabalho de parto nos hospitais seja mais cômodo e atrativo.

As estratégias incluem:

• fornecimento de cadeiras de parto (que permitiam às mulheres realizar seu trabalho de parto sentadas)

• abertura de mais lares maternais com mais equipamentos

• desenvolvimento de protocolos padronizados de serviços para lares maternais e hospitais

• fornecimento de cuidados culturalmente aceitos

• oferecimento de melhores planos de educação com respeito ao uso de contraceptivos, cuidados pré-natais e outros temas relevantes.

 

 
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